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Manual da Startup » Métricas http://www.manualdastartup.com.br/blog Práticas sobre Lean Startups, Customer Development e empreendedorismo em geral Thu, 12 Apr 2012 16:08:11 +0000 en hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.3.1 Design vs. Métricas – notas do painel da SLLConf http://www.manualdastartup.com.br/blog/design-vs-metricas-notas-do-painel-da-sllconf/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/design-vs-metricas-notas-do-painel-da-sllconf/#comments Fri, 14 May 2010 15:15:33 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=331

No final do primeiro bloco da Startup Lessons Learned Conference, tivemos a chance de acompanhar uma excelente discussão sobre o papel do Design em uma Startup e como ele se relaciona com uma postura de rigor e atenção com relação a Métricas.

Quem moderou o painel foi o Dave McClure, investidor e advisor de várias empresas conhecidas (ex. Bit.ly, Mint, SimpleHired, Slideshare, etc.) e completaram o painel pessoas não menos gabaritadas: Andrew Chen, Laura Klein, Siqi Chen e Rashmi Sinha.

Como o formato de painel é bastante difícil de se fazer um resumo em forma de narrativa, vou deixar abaixo algumas passagens interessantes de cada participante, bem como o vídeo e os links para os conteúdos relacionados.



Dave McClure

“Para Startups Web, Design geralmente é mais importante do que Engenharia”
(artigo relacionado: http://www.businessweek.com/innovate/content/jan2010/id20100120_303529.htm)
“Design não é sobre aparência. É sobre storytelling. O teste de um design é a resposta no cérebro de um usuário e as ações que ele toma”.
“Em uma Startup, há duas coisas que o empreendedor precisa trabalhar para otimizar: satisfação/felicidade do usuário e valor de negócio.”
“É melhor obter dos usuários uma reação extrema de amor ou ódio do que uma reação de indiferença. É mais fácil iterar sobre o ódio do que sobre a indiferença. No início, busque amplificar a magnitude dessa reação.”

Amor ou odio sobre o produto


“Uma boa parte do Design pode ser testada sem a necessidade de produção de código (palavras, imagens, call-to-actions, etc.)”
Lean Design significa buscar descobrir e testar a reação do seu produto nos usuários, e tentar descobrir mais e melhores formas de converter essa reação em felicidade do usuário ou valor de negócio.”


Pergunta para os painelistas: ” O que é Design?”


Andrew Chen
“Design é aplicar ao produto um conceito sobre o que você precisa fazer dado o seu objetivo de negócio no momento, mantendo uma User Experience consistente ao longo do produto”.


Rashmi Sinha
“Design é a maneira como você expressa sua visão de negócio. Por isso é difícil saber a diferença entre ótimo e  péssimo design (ex. eBay e Craigslist têm um design ruim?). Métricas são a maneira de mensurar se o Design está funcionando, ou seja, se você está caminhando em direção à sua visão de negócio”.
“Design Visual muitas vezes pode ser bem simples ou até ruim”.
“Otimização para uma métrica local às vezes pode causar danos à experiência geral do produto.”


Siqi Chen
“Quotando Steve Jobs: “Design is not about how something looks, but how something works.”"
“Métricas são muito importantes, mas não é possível criar uma ótima experiência de usuário (prazer, entretenimento, etc.) apenas com dados. No final, User Experience também é uma arte.”
“A hipótese inicial tem que ser criativa. Já a prova é analítica. Use métricas para comprovar suas hipóteses”.
“Métricas são excelentes para testar coisas que são tanto fáceis quanto rápidas de se mensurar. Para se chegar a outras coisas, a abordagem deve ser necessariamente através de bom Design.”
“Basicamente, não dá para fazer Split-Tests em qualquer coisa que dure mais de uma semana, a não ser que o seu produto não mude toda semana, o que já é uma má-ideia por si só.”


(vídeo complementar)



Andrew Chen
“Em uma Startup, você tem hipóteses em diferentes níveis do negócio. Mesmo que testes quantitativos sejam excelentes para várias situações, cuidado para não querer usá-los para tudo.”


Dave McClure
“Analytics e métricas podem te levar a um ponto máximo local. A criatividade tem um papel importante em ajudar a descobrir outros pontos de máximo não-locais.”


Laura Klein
“Há uma diferença entre Design de Interação e Design Visual. Design de interação tem a ver com fazer um produto que o usuário consiga entender e usar. Design Visual é para fazer um produto bonito. Ambos funcionam melhor juntos”.
“Foque no Design de Interação antes. Deixe o produto bonito depois. Ande sempre na direção de fazer o produto ficar mais fácil de ser usado.”


Andrew Chen
“Para muitas Startups Web, a otimização para o usuário vem antes da otimização para valor de negócio. Nesses casos, o Minimum Viable Product (MVP) toma a forma de Minimum Desirable Product (MDP).”
(artigo relacionado: http://andrewchenblog.com/2009/12/07/minimum-desirable-product/)

Minimum Desirable Product



“No início, a questão principal para o empreendedor é: Quanto de valor eu consigo gerar para as pessoas?. Otimização vem depois disso.”
“O que fazer primeiro: MVP, MDP ou MFP? Depende do tipo de negócio e dos objetivos do empreendedor.”


Laura Klein
“Coisas artísticas podem ser “mensuradas” qualitativamente. Use e abuse de mockups para testar a reação dos usuários. Coloque-os na frente das pessoas e assista o seu uso. Veja o que eles gostam e não gostam, no que eles reagem e no que eles não reagem. Tente entender os porquês depois.”
“Faça com o que o seu loop de feedback tenha tanto feedback qualitativo quanto quantitativo.”


Siqi Chen
“Trabalhe de forma obcecada para melhorar a experiência dos primeiros 5 minutos dos novos usuários. É isso que define se eles voltam ou não ao produto.”


Dave McClure
Falando sobre experiências de Design e Marketing com o Mint.com
“Eles estavam “atrasados” no mercado. Tinham ainda três meses para ter uma versão aceitável do produto e os concorrentes já tinham lançado. O que fizemos:
- Criamos um blog e começamos a criar conteúdo próprios ou de autores convidados sobre o assunto Gestão Financeira Pessoal.
- Muitos testes com links patrocinados (SEM) e Landing Pages. Os dados coletados serviam para realimentar o braço de produção de conteúdo.
Resultado:
- Mesmo antes do lançamento do produto eles já estavam com um ranking muito melhor do que os concorrentes nos termos de busca mais importantes.
- Mais de 10.000 usuários cadastrados para serem beta-testers antes do produto entrar em Beta. ”




Pergunta sobre testes com usuários de diferentes perfis:


Laura Klein
“Separar os usuários em diferentes perfis para testes qualitativos e quantitativos tem uma importância muito grande nas definições do marketing: segmentação, mensagem, etc.
Após um certo tempo, já é possível começar a “prever” quem vai gostar do produto e porque, e aí a geração de demanda se torna muito mais efetiva.”




Pergunta sobre o papel dos Designers e sua integração com o time de desenvolvimento


Laura Klein
Os designers têm que estar completamente integrados com a equipe de programação.


Dave McClure
Designers devem saber sobre qual é o objetivo (no nível tático ou de negócio) e trabalhar para alcançá-lo junto com a equipe.


Andrew Chen
De uma forma geral, a grande maioria dos desenvolvedores já “abraçaram” a ideia do Desenvolvimento Ágil, mas muitos designers – especialmente os provenientes de agências – ainda não. Eles tendem a guardar o trabalho e só mostrá-lo quando sentem que está muito bom. Isso é extremamente prejudicial em uma Startup.


Rashmi Sinha
“Nós só contratamos pessoas que já fizeram Design para produtos Web e estão acostumadas com os ciclos curtos de desenvolvimento. Garanta que eles saibam da parte técnica o suficiente para conseguirem conversar e interagir bem diretamente com os engenheiros/programadores.”




Observações finais do Dave McClure
“Quando você está começando sua Startup, o maior risco é de que os usuários não dêem a mínima para o seu produto. É por isso que é melhor buscar a otimização para uma reação de extremos – amor ou ódio.”
“Coloque o produto no ar e comece a iterar o quanto antes. Não se preocupe com a ideia de que “a primeira impressão é a que fica”. Mesmo que a experiência dos primeiros usuários seja ruim, a impressão deles sobre o produto não é irreversível, e  ainda assim eles representam uma parcela minúscula do público total potencial do produto.

Segue abaixo o video do painel:



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http://www.manualdastartup.com.br/blog/design-vs-metricas-notas-do-painel-da-sllconf/feed/ 3
Continuous Deployment em uma Lean Startup – notas da palestra do Ash Maurya na SLLConf http://www.manualdastartup.com.br/blog/continuous-deployment-em-uma-lean-startup-notas-da-palestra-do-ash-maurya-na-sllconf/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/continuous-deployment-em-uma-lean-startup-notas-da-palestra-do-ash-maurya-na-sllconf/#comments Fri, 07 May 2010 14:18:57 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=313

Uma dos estudos de caso da SLLConf que eu esperava bastante era o do Ash Maurya, da WiredReach. Ash escreve ótimos posts em seu blog,  especialmente sobre práticas e aprendizados específicos da aplicação dos conceitos de Customer Development e Lean Startup no mais novo produto da sua empresa, chamado CloudFire.

Quando assisti ao vivo, achei que a apresentação ficou muito cheia, e consequentemente, corrida demais. Já quando vi pela segunda vez com mais calma, pude perceber uma série de ótimos insights escondidos nas entrelinhas dos slides. Faço a seguir o resumo e deixo no final o vídeo e os slides da apresentação.

Como maximizar o progresso em uma Lean Startup?

Ash começou a palestra relembrando a definição do Eric Ries sobre progresso em uma Startup: Aprendizado Validado sobre Clientes. Ou seja, para maximizar o progresso, temos que buscar maximizar o aprendizado ao longo do processo de desenvolvimento.

O problema é que muitas vezes o desenvolvimento do produto acaba “atrapalhando” o aprendizado. A figura abaixo mostra como isso acontece quando usamos processos tradicionais de desenvolvimento.

Onde ocorre o Aprendizado no processo tradicional de desenvolvimento

Onde ocorre o Aprendizado no processo tradicional de desenvolvimento

A ideia central do Continuous Deployment é minimizar o tempo gasto na parte intermediária deste ciclo, e consequentemente, aumentar a quantidade de aprendizado ao longo do processo.

Continuous Deployment diminuindo o tempo no ciclo de desenvolvimento

Continuous Deployment diminuindo o tempo no ciclo de desenvolvimento

O Antes e Depois da Aplicação de Continuous Deployment na WiredReach

Antes: Ciclos de desenvolvimento de duas semanas
Depois: Múltiplos releases todo dia

Antes: Área comum (centralizada) de testes pré-produção
Depois: Sandboxes individuais, possibilitando escalar a infraestrutura de desenvolvimento horizontalmente

Antes: Releases eram “eventos de um dia inteiro”
Depois: Releases não são “eventos”.
(Obs. Quando os releases vão para o ar, eles monitoram as métricas por algum tempo e revertem caso alguma coisa ruim aconteça. Há medidas automáticas e manuais para essa reversão.)

Antes: Tamanho médio de um Release – centenas de linhas de código
Depois: Tamanho médio de um Release – menos de 25 linhas de código

Antes: Mais Releases de emergência
Depois: Menos “apagar incêndio”

Antes: “Dias de Programação” vs. “Dias de Clientes” (atividades de Customer Development)
Depois: “Dias de Programação” E “Dias de Clientes” juntos
(Obs. Ash mencionou o artigo do Paul Graham: Maker´s Schedule, Manager´s Schedule.  Ele concentra suas atividades de programação nas horas iniciais da manhã, enquanto deixa as atividades de clientes e marketing para mais tarde. Para mais sobre esse assunto, recomendo a leitura desse post dele.)


Dicas para começar a implementar Continous Deployment

- A coisa mais importante: Dividir a programação em lotes muito pequenos (no caso dele, esse tamanho é definido como o resultado de 2 horas de programação);

- Fazer antes as modificações que não envolvam a interface com o usuário (banco de dados, APIs, etc.), diminuindo o risco geral de integração;

- Não tentar alcançar 100% de automação desde o início. Fazer o deploy manualmente primeiro, e depois ver o que vale a pena automatizar. Isso também ajuda a estabelecer confiança aos poucos na parte automática do processo;

- Monitorar o tempo do ciclo de Release;

- Esteja pronto para “parar a linha de produção” em caso de falha nos testes. Não subestime o fato de que os testes estão falhando, já que em pouco tempo eles serão a única linha de defesa do sistema;

- Construir, devagar e incrementalmente, um Cluster Immune System. (sobre isso, recomendo a leitura desse artigo do Eric Ries no Venture Hacks sobre Five Why´s e Immune System)

Como construir as Funcionalidades

Ash lembrou que Continuous Deployment ajuda na tarefa de diminuir o tempo em que uma funcionalidade é construída, mas não diz nada sobre quais são as funcionalidades certas para entrar em desenvolvimento. (o que lembra a proposição do Kent Beck para inverter a ordem do Loop da Startup para Learn->Measure->Build).

Para isso, na WiredReach eles criaram duas regras simples:

Regra #1: Não “empurrar funcionalidades”
Para isso, 20% do esforço é aplicado na construção de novas funcionalidades, enquanto 80% do esforço vai para as melhorias das funcionalidades atuais. A demanda pelas novas funcionalidades deve ser validada por atividades de Customer Discovery.

Regra #2: Restringir o número de funcionalidades que entra na fila
- Novas funcionalidades não podem ser desenvolvidas sem que as funcionalidades anteriores possam ser validadas.
- Para entrar no Backlog, a funcionalidade deve ser pedida por mais de um cliente. Isso aumenta a resistência para entrar uma nova feature no software (ajudando a regra #1) e evita que se faça customizações para clientes específicos, atividade que não escala e ainda tem o risco do efeito “colcha de retalhos”.

Como validar uma Funcionalidade?

Fila de desenvolvimento de funcionalidades

Fila de desenvolvimento de funcionalidades

Depois de desenvolvida, é importante validar a funcionalidade, ou seja, saber responder se ela atendeu de fato o problema que o cliente tinha. Especialmente quando não se tem uma massa de usuários muito grande, a validação Qualitativa (conversa com o cliente) é mais importante do que a Quantitativa (métricas).

Para Validação Qualitativa, Ash sugere que se contate os clientes que pediram a funcionalidade e disponibilize-a só para eles, coletando feedback depois do uso. As duas perguntas que ele procura responder são: Essa feature funciona de forma a resolver o problema que o cliente tinha? E em um nível mais macro, ela afeta a capacidade de fazer ou manter uma venda para ele?

Se não conseguir extrair um sinal positivo para essas perguntas, é importante tentar entender o porquê: se a funcionalidade foi mal implementada ou se o problema foi mal interpretado. No caso desse último, a sugestão do Ash é matar a funcionalidade imediatamente.

Para Validação Quantitativa, ele sugere a combinação do uso de ferramentas como Mixpanel, KISSMetrics e Google Analytics, mas focando mais no macro-efeito da implementação da funcionalidade (resultado nas métricas de negócio) do que nos dados de taxa de Click-Through ou uso da mesma.



Para fechar a apresentação, Ash lembrou que os benefícios do uso de Continuous Deployment são incrementais, e que o quanto antes iniciar a sua prática no desenvolvimento do produto, melhor.

Deixo agora o vídeo e os slides da apresentação:

Continuous Deployment: Startup Lessons Learned

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http://www.manualdastartup.com.br/blog/continuous-deployment-em-uma-lean-startup-notas-da-palestra-do-ash-maurya-na-sllconf/feed/ 0
Notes: Webinar “Money, Marketing, Management” da Hubspot http://www.manualdastartup.com.br/blog/notes-webinar-money-marketing-management-da-hubspot/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/notes-webinar-money-marketing-management-da-hubspot/#comments Thu, 04 Mar 2010 13:55:30 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=223

Para aumentar um pouco a frequência dos posts aqui no blog (e não deixá-lo parado quando a “correria tá pegando”), resolvi começar a compartilhar as anotações que faço de alguns vídeos, podcasts ou livros relevantes. Publicarei esses posts dentro da categoria Notes.

Para inaugurar a categoria, escolhi o Webinar da Hubspot que vi recententemente, onde os fundadores Dharmesh Shah e Brian Halligan compartilharam suas experiências de gestão, estratégia e marketing que vêm dando certo desde o lançamento da empresa.

Como referências complementares, eles publicaram recentemente o livro Inbound Marketing (sobre o qual também pretendo fazer um resumo logo), e o Dharmesh escreve há um bom tempo o excelente blog OnStartups.

Aqui está o link para quem quiser conferir o Webinar na íntegra, enquanto os slides estão ao final deste post.Vamos às anotações:

O Webinar é dividido em cinco partes: Ideia, Equipe, Dinheiro, Gestão e Marketing.

1) Ideia:

- Não busque seguir/copiar seus concorrentes por “comparação de funcionalidades” (o que o pessoal da 37Signals chamou de Feature Checklist Disfunction). O posicionamento do novo produto muitas vezes pode ser simplificar ou mesmo enfatizar outros atributos diferenciados. Como exemplo, o iPod buscou mais simplicidade e a experiência completa de se achar e comprar músicas (iTunes), ao invés de tentar absorver todas as funcionalidades dos MP3 players que existiam à época.

- Muitas vezes a sua fonte de inspiração pode ser a forma atual de se fazer as coisas, especialmente se os seus concorrentes não estiverem atendendo uma parcela grande do mercado potencial visualizado.

-Não gaste tempo com Plano de Negócios. Ou pelo menos, saiba que ninguém vai lê-lo de fato. O que eles precisaram para levantar o primeiro round de investimento foi uma apresentação PPT com o pitch, um sumário executivo de uma página e uma projeção de fluxo de caixa de três anos para ilustrar as premissas e o tamanho esperado do mercado.

(mais referências: Jason Cohen em porque não escrever Plano de Negócios, dicas do Guy Kawasaki sobre pitch e sobre sumário executivo, e porque Mark Suster acha importante ter uma projeção financeira detalhada de três anos)

- Lição principal do livro Founders at Work: sua ideia inicial não importa tanto, ou seja, não gaste tanto tempo trabalhando secretamente na ideia. Várias das empresas bem sucedidas que conhecemos mudaram elementos importantes do negócio enquanto iam aprendendo com o mercado.

(mais referência: Eric Ries com o pivô em Startups)

- Escreva um blog, não um Plano de Negócios. O blog te permite desde o dia zero começar a coletar feedback do mercado, pois é mais fácil e rápido “vender” uma ideia em torno de um produto e mensurar a reação e engajamento. Além disso, permite construir uma audiência/comunidade, da qual uma parcela eventualmente fará parte dos clientes iniciais da empresa.

- Esqueça o “modo invísivel”. Coloque sua ideia e produto na rua o quanto antes.

2) Equipe

- Não seja um fundador-solo. Emocionalmente é muito difícil tocar uma Startup, e uma outra pessoa também é fonte de discordâncias que são fundamentais para evoluir as ideias e pontos de vista. Dois é o número ideal de co-fundadores, pois permite que as decisões sejam tomadas rapidamente e evita uma maior diluição inicial (pré-investimento) da participação dos fundadores na sociedade.

- Procure sinergia e complementariedade entre as competências e interesses dos fundadores, como ilustra a figura dos conjuntos abaixo:

Sinergia- Priorize a contratação de pessoas mais generalistas, e não tão especialistas. O ambiente da Startup – ideia, produto, mercado – pode mudar radicalmente ao longo do tempo. Pessoas com mais competências horizontais tendem a se adaptar melhor a essas mudanças.

- Uma Startup dificilmente tem condições de competir por talentos apenas no quesito remuneração. Dado que a oferta de salário deve ser menor do que o top do mercado, procure ofertar outras coisas que tenham um poder de atração e retenção de talentos (ambiente e políticas de trabalho, stock options, tecnologias, etc.).

(mais referências: sessão “Ask Jason” desse episódio do TWiST)

- Experiência é importante, mas em geral sobrevalorizada. O mercado muda muito rápido e práticas que deram muito certo no passado podem não representar o sucesso daqui para frente. O importante é continuar aprendendo ao longo do caminho.

3) Dinheiro

- Preocupação #1: Não deixe acabar o dinheiro. Olho constante no fluxo de caixa.

- Para a rodada de angel investing, a modalidade de Convertible Debt é uma ótima alternativa, pois adia a necessidade de colocar o valuation em uma empresa que tem pouca ou nenhuma referência de performance financeira.

- Seja partindo de investimento de angels ou por bootstrapping, depois de atingir um nível de receitas mínimo (ramen profitability), o empreendedor deve se perguntar se ele deve ou não buscar Venture Capital. Sem VCs, a chance de se conseguir um retorno financeiro “modesto” aumenta (seja por venda ou dividendos), porém a chance de ter um hit e ganhar muitos milhões é bem menor, e nesse caso os VCs são fundamentais. No entanto, com VCs também há uma grande probabilidade do retorno financeiro pessoal ser zero. O gráfico abaixo ilustra essa dicotomia, sendo a linha azul representada pela empresa com VCs e a laranja pela empresa bootstrapper (ou eventualmente com angels).

VCs vs Bootstrapping

Muita gente, incluindo o próprio Dharmesh, defende que o empreendedor de “primeira viagem” busque maximizar as chances de uma saída financeira que possa garantir tranquilidade pessoal para apostas maiores depois. No caso dos dois, a Hubspot é essa aposta maior, já que ambos tiveram esse evento de liquidez anteriormente.

- O jogo dos VCs é diferente do jogo dos empreendedores. Apesar de buscarem maximizar o retorno do investimento no portfolio, os VCs sabem que grande parte das Startups vai fracassar e, algum tempo depois do investimento, darão uma atenção muito maior apenas às empresas que forem mostrando potencial de “pagar” toda a carteira.

- É importante saber que o processo de captação de recursos é longo, desgastante emocionalmente e faz os empreendedores perderem o foco no desenvolvimento da empresa, tudo isso sem uma garantia de sucesso ao final.

4) Gestão

- É importante se manter otimista e contagiar a equipe com uma visão otimista do futuro, mas sempre mantenha um olhar atento à realidade do negócio.

- “In God we trust. All others must bring data”. Tome decisões mais baseadas em fatos ao invés de opiniões.

- Preste atenção nos gargalos da empresa. Em uma Startup é normal uma área (ex. Produto, Vendas, Suporte, Marketing) correr na frente da outra e se desenvolver mais rapidamente, mas é importante “puxar” as outras para acompanhar esse desenvolvimento de forma equilibrada.

-Perante o conselho e à equipe, seja transparente e objetivo. Defina as (poucas) métricas-chave de sucesso da empresa e monitore constantemente. Saiba o porquê delas estarem melhorando ou piorando a cada período.

(mais referências: Startup Metrics that Matter por Dave McClure e Designing Startup Metrics por David Skrok)

- Procure usar modelos e técnicas de gestão mais colaborativos, horizontais e flexíveis. O quadro abaixo mostra a distinção entre as práticas antigas versus o que é recomendado hoje.

Modelo de gestão antigo vs novo

5) Marketing

- A forma de se fazer Marketing está mudando radicalmente nos últimos anos. As técnicas tradicionais de interrupção dos consumidores (propaganda, telemarketing, SPAMs, etc.) estão se tornando cada vez mais ineficientes. As pessoas estão mais propensas e capazes de bloquear essas interrupções, enquanto encontram o que querem comprar via ferramentas de busca e recomendações em mídias sociais. O Inbound Marketing é um novo modelo de atuação que entende essa mudança.

(mais referências: Inbound Marketing)

- Crie conteúdo de qualidade, promova e interaja com o público e transforme o seu website em um Hub para a sua indústria. Maximize as chances de ser encontrado para as pessoas que têm interesse no que você tem a oferecer.

- Marketing costumava ser uma função dependente de capital (investimento em mídia). Agora, criatividade, relevância e comprometimento a longo prazo são muito mais importantes.

- Tanto o seu conteúdo quanto o produto devem ser notáveis (remarkable). Ideias que não são notáveis não se espalham.

(mais referências: Ideas that Spread Win por Seth Godin)

- Para a grande maioria das Startups, o Marketing é a principal barreira de entrada que se pode criar para diminuir o risco e impacto da entrada de novos concorrentes.

(mais referências: How to Build a Barrier to Entry with Inbound Marketing)


Livros recomendados

- The Blue Ocean Strategy

- The Art of the Start / Reality Check

- The Innovator´s Dilemma

- The Four Steps to the Epiphany

- Inbound Marketing

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http://www.manualdastartup.com.br/blog/notes-webinar-money-marketing-management-da-hubspot/feed/ 2
Como trazer os primeiros usuários para o produto e iniciar as iterações com o MVP http://www.manualdastartup.com.br/blog/como-trazer-os-primeiros-usuarios-para-o-produto-e-iniciar-as-iteracoes-com-o-mvp/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/como-trazer-os-primeiros-usuarios-para-o-produto-e-iniciar-as-iteracoes-com-o-mvp/#comments Wed, 20 Jan 2010 13:12:24 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=155

Se formos resumir o processo de Customer Development em poucas palavras, podemos definir que ele se propõe a diminuir o risco inerente a qualquer Startup através de testes e buscas de provas reais no mercado das premissas do negócio envisionado pelo empreendedor. Como já relatei aqui no blog, o primeiro desafio da Startup é encontrar a combinação Problema/Solução para o produto, e isso se dá através de um processo iterativo em torno do Minimum Viable Product (MVP).

No entanto, para conduzir os diferentes experimentos não basta apenas construir o MVP. As pessoas não encontram magicamente o produto. É necessário um esforço para trazer os primeiros clientes/usuários e criar massa crítica para poder aprender e evoluir na direção certa. Nesse post descreverei alguma técnicas para como atraí-los e inseri-los no loop de aprendizado.

Loop Fundamental da Lean Startup

Loop Fundamental da Lean Startup

Vale lembrar que há duas abordagens complementares para que esse aprendizado ocorra: as análises qualitativas, derivadas especialmente de entrevistas com usuários e potenciais clientes, e as análises quantitativas, derivadas de estatísticas extraídas sobre a reação do público à apresentação do produto e ao uso do mesmo. Portanto, antes de trazer os primeiros usuários para o MVP, é necessário implementar um sistema mínimo de métricas para que se possa levantar dados de uso e informações de contato dos early adopters.

Por exemplo, supondo que o MVP do seu produto seja composto de uma landing page explicativa com uma chamada para teste do produto, uma página de cadastro, e por fim, o ambiente do produto em si. Assim é importante saber, para uma determinada fonte de tráfego:

1) qual é o número de pessoas que chegaram à landing page;
2) qual é o percentual dessas pessoas que se interessou e foi para a página de cadastro;
3) qual é o percentual dessas pessoas que efetivamente completou o cadastro;
4) qual é o percentual dessas pessoas que experimentou o produto;
5) qual é o percentual dessas pessoas que retornou ao produto.

O sistema mínimo de métricas deve prover respostas as essas questões estatísticas, assim é possível iterar (adicionando features, modificando a landing page, etc.) e avaliar os resultados objetivamente, comparando-os com o “lote” anterior. Essa técnica de análise por lotes (Cohort Analysis) será essencial na fase pós-Problem/Solution Fit e é algo que tratarei em mais detalhes futuramente aqui no blog.

Nesta fase pré-Problem/Solution Fit, as análises qualitativas são ainda mais importante do que as quantitativas. Por exemplo, os números podem te dizer que apenas 5% das pessoas que chegam a landing page passam para a página de cadastro, mas há pouco ou nenhum insight sobre o porquê do abandono prematuro desses 95%, ou mesmo do que chamou a atenção dos 5% que passaram para o cadastro (muitas vezes o benefício percebido não tem nada a ver a mensagem que foi cuidadosamente preparada…).   Portanto, a melhor maneira de aprender de fato nesta fase inicial é através de entrevistas e pesquisas com potenciais e atuais usuários do produto. Por isso é importante levantar as informações de contato dos usuários (gerar Leads) e eventualmente pedir autorização para um contato futuro.

Geralmente isso é feito através de um simples formulário de sign-up, que deve conter uma quantidade e tipos de campos que não “assuste” o usuário, mas que ao mesmo tempo forneça um conjunto de informações úteis para que se possa saber a sua procedência (os formulários da Hubspot são um bom exemplo desse balanço). Já para o caso de produtos em estado Beta fechado, é comum os usuários serem convidados para responder uma pequena survey antes de serem selecionados (confira os exemplos da Performable e KissMetrics).

Feito o setup do sistema de métricas e dos formulários para obter informações de contato, é hora de trazer pessoas para o MVP. Há diversas técnicas para isso (não pretendo esgotar o assunto aqui), e enquanto algumas delas favorecem as análises quantitativas, outras favorecem o contato com pessoas-chave que podem trazer insights qualitativos decisivos.

A forma mais rápida e prática para se trazer um fluxo contínuo de pessoas é através de anúncios em ferramentas de busca (SEM), principalmente no Google Adwords. O Eric Ries escreveu há algum tempo um post interessante sobre como fazer SEM com US$5,00/dia.  A ideia básica do post era que, se você configurar sua campanha para limitar os seus gastos no Adwords a US$ 5,00/dia, e se  conseguir pagar um CPC de até US$ 0,05 por palavras-chave relevantes para o seu negócio, é possível trazer 100 novas pessoas por dia para o seu MVP, o que garante um novo lote diário de potenciais usuários para experimentação e feedback para iteração com o produto. O interessante é que, se bem escolhidos os termos de busca, essas pessoas já tendem a ter um interesse maior ao que você vai oferecê-las, aumentando assim o indíce de conversão dessas 100 pessoas/dia em usuários de fato (de nada adianta trazer tráfego que não tem nada a ver com o público que você está procurando).

No entanto, não são todos todos os tipos de negócio que conseguem implementar essa mecânica devido às seguintes limitações:
* O Adwords pode não ser de fato um bom canal para trazer clientes para o tipo de produto;
* O posicionamento e a melhor mensagem do produto não são conhecidos. É difícil criar bons textos de anúncios e landing pages sem um bom conhecimento da combinação Problema/Solução;
* O CPC para determinadas buscas já tem um preço bastante elevado, o que impossibilita a criação desse fluxo de 100 pessoas a apenas US$5,00/dia. Esse é um grande problema que por vezes inviabiliza o uso da técnica, especialmente para os empreendedores ainda sem capital semente ou VC;
* Pode haver casos onde o CPC não é alto (não há muita competição), porém o volume de buscas também não é alto, o que impossibilita “gastar” os US$ 5,00 ao dia;
* Somente com os usuários provenientes das buscas, o bounce rate é alto e há pouco conhecimento sobre o porquê dos usuários “abandonarem” o funil já na primeira etapa.

Ainda com essas limitações, vale a pena explorar bem o Adwords em cima desse conceito de criar um fluxo contínuo de pessoas para o MVP. Mesmo se não chegar nesses números de 100 pessoas a US$5,00/dia, faça o que for possível para otimizar as campanhas com técnicas básicas de Links Patrocinados, mas sem “emburacar” na ferramenta nesse momento, já que o objetivo ainda não é promover o produto (para quem não está familiarizado com o Adwords, vale conferir o Centro de Aprendizagem do próprio Google). Se o produto for voltado para o mercado internacional, também vale a pena testar anúncios em outras redes, como Bing, Facebook ou StumbleUpon.

Listo abaixo outras opções para atrair pessoas para o MVP. Essas técnicas podem não vão trazer o mesmo volume da mecânica acima, mas usam ferramentas gratuitas e que tendem a ser muito valiosas para análises qualitativas:

-> Produção de material educativo: Esse é o componente central do “Marketing de Atração” (Inbound Marketing) e é fundamental para dar mais credibilidade e resultados às outras técnicas abaixo. Resume-se a produzir conteúdo relevante para o seu público e promovê-los através de blog, Twitter e outras ferramentas de social media. Essas ferramentas (blog, twitter, etc.) são excelentes a médio/longo prazo, mas têm dificuldade para trazer resultado imediato. Por isso, fazer um eBook ou seminário (Webinar) é uma boa alternativa, pois eles tendem a se espalhar mais rápido e trazer mais prospects a curto-prazo;

-> Contatos 1 a 1: Levantamento de potenciais clientes em listas, grupos de discussão, comunidades, entidades de classe, etc. Similar ao trabalho que faz um vendedor, porém a aproximação que deve ser feita é completamente diferente, já que o objetivo é uma entrevista, e não uma abordagem de venda. Nestes casos o material educativo descrito acima pode ser uma boa ferramenta de introdução para dar credibilidade na abordagem;

-> Busca de posts e comentários em blogs: Similar ao procedimento anterior, mas tem um valor extra para identificar os thought leaders do segmento, pessoas que além de serem fontes valiosas de opiniões sobre o produto e o problema do mercado, também podem indicar o seu material educativo para outros potenciais clientes, aumentando significativamente a distribuição;

-> Monitoramento no Twitter: Através da busca no Twitter, é possível monitorar  a aparição de qualquer comentário que seja relacionado ao seu produto, concorrentes e principalmente ao problema que o produto está disposto a resolver. Vale interagir (bem cuidadosamente) com esses usuários através de replies ou mesmo seguindo-os no Twitter, já que eles recebem um email quando isso acontece (e isso tende a gerar pelo menos “uma conferida” no seu perfil). Como o nível de Spammers já está bastante alto, promover o material educativo ao invés do seu MVP vai aumentar bastante a eficiência dessa abordagem.

É possível perceber que essas e eventuais outras técnicas são muito similares às técnicas recomendadas para o Marketing de qualquer produto na Web, porém devem ser ajustadas para ter um caráter investigativo e não de promoção do produto. De todas as táticas para chamar a atenção, a única que não é uma boa ideia para se utilizar nesse momento é a assessoria de impresa (PR). Falarei mais sobre essa questão em um post futuro, mas a intenção é adiar ao máximo o lançamento formal do produto do ponto de vista do Marketing, já que esse é um “evento sem-volta” em termos de posicionamento e capitalização da exposição.

Alguma ideia a mais para trazer pessoas para o MVP? Adicione nos comentários! ;)

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