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Manual da Startup » design http://www.manualdastartup.com.br/blog Práticas sobre Lean Startups, Customer Development e empreendedorismo em geral Thu, 12 Apr 2012 16:08:11 +0000 en hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.3.1 Como a Aardvark aplicou MVPs e Pivôs do início até a venda para o Google – notas da SLLConf http://www.manualdastartup.com.br/blog/como-a-aardvark-aplicou-mvps-e-pivos-do-inicio-ate-a-venda-para-o-google-notas-da-sllconf/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/como-a-aardvark-aplicou-mvps-e-pivos-do-inicio-ate-a-venda-para-o-google-notas-da-sllconf/#comments Fri, 21 May 2010 15:00:36 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=353

Uma das palestras mais interessantes da SLLConf foi o estudo de caso da Aardvark, empresa de “Busca Social” que foi comprada pelo Google no início do ano. A Aardvark é um dos exemplos recentes de Startups bem sucedidas que aplicaram conscientemente os conceitos de Customer DevelopmentLean Startup.

A apresentação foi dividida em quatro partes: uma explicação conceitual do produto, os princípios adotados pela empresa desde o início, a história do produto e por fim o processo de desenvolvimento.

O Slide abaixo resume o conceito por trás do produto, que foi explicada em bem mais detalhes pelos fundadores.

Aardvark Social Search

Desde o início, os fundadores sabiam do Espaço em que queriam atuar (Social Search), mas não tinham uma ideia exata de qual seria a forma que o produto assumiria. Além disso, eles sabiam que as Startups não são “sucessos do dia para a noite”, e que a probabilidade de fracasso é muito grande. Parafraseando Mike Cassidy, “em uma Startup, a chance de qualquer coisa boa acontecer é sempre menor que 50%”.

Eles então definiram uma série de hipóteses e iniciaram a experimentação seguindo os princípios abaixo.

Princípios

- Minimizar risco (da catástrofe final: acabar o dinheiro)

- Maximizar os testes

- Ser paciente

A ideia central é mover através de blocos muitos pequenos, já que é impossível pular do zero para a perfeição. Sabendo que a maioria das experiências não vão dar certo mesmo, é importante olhar a “falha” como algo central para o aprendizado, tornando-a menos dolorosa para todos.

Histórico e lições aprendidas em cada etapa

Concepção

Duração: Meio ano
Feitos: Escolheram um problema, fizeram protótipos em série, abandonaram cinco ideias.
Aprendizados e dicas:
- Concentre seus esforços em um campo de atuação específico. Os pivôs devem ser extensões do aprendizado com a ideia anterior.
- Fique longe de ideias de produtos que tenham um componente visual muito forte e/ou baixa “latência” (demora muito para aprender algo). Escolha coisas em que se pode fazer protótipos e iterar com usuários de maneira muito rápida.

Implementação

Duração: Um ano
Feitos: Levantaram capital semente, implementaram o teste “Mágico de Oz”, recrutaram pessoas-chave (sobre esse teste, vale a pena ler este artigo)
Insight: “As pessoas estão usando e gostando dessa ideia do Aardvark (a sexta ideia implementada), mesmo nesse formato super rústico. Agora vale a pena continuar investindo no desenvolvimento, já que provavelmente eles gostarão ainda mais. Apesar da coisa toda ainda ser uma ilusão, pelo menos parece promissor agora”.
Aprendizados e dicas:
- Bons investidores estão muito mais interessados em apostar em algo que já mostrou que tem demanda mas que precisa ser melhor desenvolvido, do que investir em um produto “pronto” (tecnologicamente) mas que ainda precisa ser submetido ao teste do mercado.

Refinamento

Duração: Um ano
Feitos: Levantaram investimento Series A, estenderam o refinamento do produto, triplicaram o tamanho da equipe
Aprendizados e dicas:
- Testes qualitativos são essenciais para o refinamento do produto. (eles traziam semanalmente cerca de 20 pessoas para acompanhar os testes com protótipos de novas features)
- O objetivo é chegar ao Product/Market Fit ao longo do tempo. A preocupação maior não é “criar o produto certo desde o começo”, mas sim ficar melhor e melhor no processo de aprendizado com os usuários.
- Se você não tem um grande obstáculo interno (como um conflito com outro sócio, por exemplo), enquanto não acabar o dinheiro e você continuar melhorando a sua taxa de aprendizado, a tendência ao longo do tempo é você deixar os concorrentes para trás.
- Pense no desenvolvimento técnico do produto (engenharia) como um Hockey Stick. A evolução do produto (código) pode ser lenta por um bom tempo, e depois acelerada quando se conhece de fato o problema que se quer resolver.

Processo

Na Aardvark, o processo de design e desenvolvimento é a coisa mais importante para a empresa. Todos têm a responsabilidade de parar regularmente e discutir o resultado dos experimentos e aprender coletivamente. Para cada iteração, eles procuram identificar quais são as hipóteses-chave ou os problemas que estão incomodando mais e projetam uma solução para testar aquilo, buscando validar o design com usuários antes de investir recursos de engenharia na funcionalidade. O gráfico abaixo ilustra o ciclo de desenvolvimento de cada lote.

Processo de desenvolvimento Aardvark

Outras dicas gerais sobre o Processo da Aardvark:

- Faça a melhoria contínua do processo um dos objetivos da empresa;
- Faça experimentos no processo tanto quanto no produto;
- Contrate e doutrine as pessoas para apoiar o processo de desenvolvimento;
- Para cada novo problema, antes de tentar resolvê-lo defina a métrica para qual o sucesso será mensurado;
- Explore o aprendizado coletivo, tanto por parte dos funcionários quanto dos usuários do produto;
- Defina períodos de tempo regulares nos quais todos vão sentar e discutir sobre os aprendizados. Estimule o “confronto” sob pontos de vista diferentes;
- Seja transparente com todos stakeholders (investidores, funcionários, usuários, etc.).

Por fim, segue abaixo o video e os slides da palestra:

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http://www.manualdastartup.com.br/blog/como-a-aardvark-aplicou-mvps-e-pivos-do-inicio-ate-a-venda-para-o-google-notas-da-sllconf/feed/ 6
Design vs. Métricas – notas do painel da SLLConf http://www.manualdastartup.com.br/blog/design-vs-metricas-notas-do-painel-da-sllconf/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/design-vs-metricas-notas-do-painel-da-sllconf/#comments Fri, 14 May 2010 15:15:33 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=331

No final do primeiro bloco da Startup Lessons Learned Conference, tivemos a chance de acompanhar uma excelente discussão sobre o papel do Design em uma Startup e como ele se relaciona com uma postura de rigor e atenção com relação a Métricas.

Quem moderou o painel foi o Dave McClure, investidor e advisor de várias empresas conhecidas (ex. Bit.ly, Mint, SimpleHired, Slideshare, etc.) e completaram o painel pessoas não menos gabaritadas: Andrew Chen, Laura Klein, Siqi Chen e Rashmi Sinha.

Como o formato de painel é bastante difícil de se fazer um resumo em forma de narrativa, vou deixar abaixo algumas passagens interessantes de cada participante, bem como o vídeo e os links para os conteúdos relacionados.



Dave McClure

“Para Startups Web, Design geralmente é mais importante do que Engenharia”
(artigo relacionado: http://www.businessweek.com/innovate/content/jan2010/id20100120_303529.htm)
“Design não é sobre aparência. É sobre storytelling. O teste de um design é a resposta no cérebro de um usuário e as ações que ele toma”.
“Em uma Startup, há duas coisas que o empreendedor precisa trabalhar para otimizar: satisfação/felicidade do usuário e valor de negócio.”
“É melhor obter dos usuários uma reação extrema de amor ou ódio do que uma reação de indiferença. É mais fácil iterar sobre o ódio do que sobre a indiferença. No início, busque amplificar a magnitude dessa reação.”

Amor ou odio sobre o produto


“Uma boa parte do Design pode ser testada sem a necessidade de produção de código (palavras, imagens, call-to-actions, etc.)”
Lean Design significa buscar descobrir e testar a reação do seu produto nos usuários, e tentar descobrir mais e melhores formas de converter essa reação em felicidade do usuário ou valor de negócio.”


Pergunta para os painelistas: ” O que é Design?”


Andrew Chen
“Design é aplicar ao produto um conceito sobre o que você precisa fazer dado o seu objetivo de negócio no momento, mantendo uma User Experience consistente ao longo do produto”.


Rashmi Sinha
“Design é a maneira como você expressa sua visão de negócio. Por isso é difícil saber a diferença entre ótimo e  péssimo design (ex. eBay e Craigslist têm um design ruim?). Métricas são a maneira de mensurar se o Design está funcionando, ou seja, se você está caminhando em direção à sua visão de negócio”.
“Design Visual muitas vezes pode ser bem simples ou até ruim”.
“Otimização para uma métrica local às vezes pode causar danos à experiência geral do produto.”


Siqi Chen
“Quotando Steve Jobs: “Design is not about how something looks, but how something works.”"
“Métricas são muito importantes, mas não é possível criar uma ótima experiência de usuário (prazer, entretenimento, etc.) apenas com dados. No final, User Experience também é uma arte.”
“A hipótese inicial tem que ser criativa. Já a prova é analítica. Use métricas para comprovar suas hipóteses”.
“Métricas são excelentes para testar coisas que são tanto fáceis quanto rápidas de se mensurar. Para se chegar a outras coisas, a abordagem deve ser necessariamente através de bom Design.”
“Basicamente, não dá para fazer Split-Tests em qualquer coisa que dure mais de uma semana, a não ser que o seu produto não mude toda semana, o que já é uma má-ideia por si só.”


(vídeo complementar)



Andrew Chen
“Em uma Startup, você tem hipóteses em diferentes níveis do negócio. Mesmo que testes quantitativos sejam excelentes para várias situações, cuidado para não querer usá-los para tudo.”


Dave McClure
“Analytics e métricas podem te levar a um ponto máximo local. A criatividade tem um papel importante em ajudar a descobrir outros pontos de máximo não-locais.”


Laura Klein
“Há uma diferença entre Design de Interação e Design Visual. Design de interação tem a ver com fazer um produto que o usuário consiga entender e usar. Design Visual é para fazer um produto bonito. Ambos funcionam melhor juntos”.
“Foque no Design de Interação antes. Deixe o produto bonito depois. Ande sempre na direção de fazer o produto ficar mais fácil de ser usado.”


Andrew Chen
“Para muitas Startups Web, a otimização para o usuário vem antes da otimização para valor de negócio. Nesses casos, o Minimum Viable Product (MVP) toma a forma de Minimum Desirable Product (MDP).”
(artigo relacionado: http://andrewchenblog.com/2009/12/07/minimum-desirable-product/)

Minimum Desirable Product



“No início, a questão principal para o empreendedor é: Quanto de valor eu consigo gerar para as pessoas?. Otimização vem depois disso.”
“O que fazer primeiro: MVP, MDP ou MFP? Depende do tipo de negócio e dos objetivos do empreendedor.”


Laura Klein
“Coisas artísticas podem ser “mensuradas” qualitativamente. Use e abuse de mockups para testar a reação dos usuários. Coloque-os na frente das pessoas e assista o seu uso. Veja o que eles gostam e não gostam, no que eles reagem e no que eles não reagem. Tente entender os porquês depois.”
“Faça com o que o seu loop de feedback tenha tanto feedback qualitativo quanto quantitativo.”


Siqi Chen
“Trabalhe de forma obcecada para melhorar a experiência dos primeiros 5 minutos dos novos usuários. É isso que define se eles voltam ou não ao produto.”


Dave McClure
Falando sobre experiências de Design e Marketing com o Mint.com
“Eles estavam “atrasados” no mercado. Tinham ainda três meses para ter uma versão aceitável do produto e os concorrentes já tinham lançado. O que fizemos:
- Criamos um blog e começamos a criar conteúdo próprios ou de autores convidados sobre o assunto Gestão Financeira Pessoal.
- Muitos testes com links patrocinados (SEM) e Landing Pages. Os dados coletados serviam para realimentar o braço de produção de conteúdo.
Resultado:
- Mesmo antes do lançamento do produto eles já estavam com um ranking muito melhor do que os concorrentes nos termos de busca mais importantes.
- Mais de 10.000 usuários cadastrados para serem beta-testers antes do produto entrar em Beta. ”




Pergunta sobre testes com usuários de diferentes perfis:


Laura Klein
“Separar os usuários em diferentes perfis para testes qualitativos e quantitativos tem uma importância muito grande nas definições do marketing: segmentação, mensagem, etc.
Após um certo tempo, já é possível começar a “prever” quem vai gostar do produto e porque, e aí a geração de demanda se torna muito mais efetiva.”




Pergunta sobre o papel dos Designers e sua integração com o time de desenvolvimento


Laura Klein
Os designers têm que estar completamente integrados com a equipe de programação.


Dave McClure
Designers devem saber sobre qual é o objetivo (no nível tático ou de negócio) e trabalhar para alcançá-lo junto com a equipe.


Andrew Chen
De uma forma geral, a grande maioria dos desenvolvedores já “abraçaram” a ideia do Desenvolvimento Ágil, mas muitos designers – especialmente os provenientes de agências – ainda não. Eles tendem a guardar o trabalho e só mostrá-lo quando sentem que está muito bom. Isso é extremamente prejudicial em uma Startup.


Rashmi Sinha
“Nós só contratamos pessoas que já fizeram Design para produtos Web e estão acostumadas com os ciclos curtos de desenvolvimento. Garanta que eles saibam da parte técnica o suficiente para conseguirem conversar e interagir bem diretamente com os engenheiros/programadores.”




Observações finais do Dave McClure
“Quando você está começando sua Startup, o maior risco é de que os usuários não dêem a mínima para o seu produto. É por isso que é melhor buscar a otimização para uma reação de extremos – amor ou ódio.”
“Coloque o produto no ar e comece a iterar o quanto antes. Não se preocupe com a ideia de que “a primeira impressão é a que fica”. Mesmo que a experiência dos primeiros usuários seja ruim, a impressão deles sobre o produto não é irreversível, e  ainda assim eles representam uma parcela minúscula do público total potencial do produto.

Segue abaixo o video do painel:



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http://www.manualdastartup.com.br/blog/design-vs-metricas-notas-do-painel-da-sllconf/feed/ 3