Como a Flowtown usou MVPs e um Pivô para encontrar o seu modelo de negócio

Seguindo com a série de posts da SLLConf, além do excelente case da Aardvark e da entrevista com o Randy Komisar (farei o review do seu livro aqui no blog), o bloco Measure da conferência também contou com a apresentação dos cases da Flowtown e KISSMetrics (esse último virá no próximo post).

Ambos foram ótimos exemplos da utilização de Pivôs – mudanças significativas no modelo de negócio – a partir de aprendizados validados com os clientes. Especialmente no caso da Flowtown, também foi possível perceber o quanto é poderoso o conceito do Minimum Viable Product (MVP). Seguem abaixo os videos, os slides e algumas observações sobre o case deles.

Flowtown

A Flowtown é uma Startup que nasceu com o objetivo maior de ajudar as PMEs a fazer Marketing na Internet. O primeiro produto escolhido para isso foi um Criador de Landing Pages, o qual eles passaram três meses construindo. Algumas semanas após o “lançamento”, tudo que eles conseguiram foi apenas um usuário pago e mais alguns na versão free, e claramente o produto não estava pegando tração. Depois de várias conversas e investigações com os usuários, eles decidiram descontinuar o produto e fazer o Pivô.

A segunda ideia era um produto que o cliente poderia inserir o email de alguém e coletar uma série de informações demográficas sobre aquela pessoa provenientes das redes sociais. Só que desta vez, ao invés de simplesmente construir o produto, eles passaram algumas semanas apenas fazendo testes de demanda com usuários, lançando mão de iterações com Smoke Tests e protótipos (mock-ups) de alta fidelidade. Somente quando eles já tinham 20 clientes que efetivamente quiseram pagar pelo produto que eles começaram a codificá-lo.

A figura abaixo mostra a evolução da receita da empresa a partir desse pivô.

Receita da Flowtown antes e depois do pivô

Receita da Flowtown antes e depois do pivô

Eles finalizaram a apresentação com algumas dicas gerais aprendidas com o processo:

– Tenha uma “Bullshit Bar” para cada iteração maior: um objetivo (métrica) claro definido para cada hipótese que está sob prova. Não continue avançando na mesma direção se esse objetivo não for atingido;
– Use e abuse dos protótipos. Coloque-os na mão dos usuário rapida e frequentemente;
– Faça quantos pivôs precisar, mas valide alguma coisa antes de mudar de direção. Não adianta ficar pulando de um lado para o outro sem evidências e aprendizado;
– Desde o dia zero, seu mindset deve ser: “fracassos vão acontecer”. Não se preocupe muito com os usuários atuais se tiver que fazer o pivô, a não ser que tenha efetivamente cobrado algo deles.
(obs. Essa é mais uma evidência de que não se deve antecipar a hora de cobrar pelo uso do produto. Comentei sobre esse timing no segundo post da série Freemium).

Por fim, eles deixaram um comentário sobre o quão brilhante foi o processo “Mágico de Oz” usado pela Aardvark para buscar validar o problema antes de implementar a solução.





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