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Manual da Startup » Lean Startup http://www.manualdastartup.com.br/blog Práticas sobre Lean Startups, Customer Development e empreendedorismo em geral Thu, 12 Apr 2012 16:08:11 +0000 en hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.3.1 Simulcasts da SLLConf 2011 no Brasil http://www.manualdastartup.com.br/blog/simulcasts-da-sllconf-2011-no-brasil/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/simulcasts-da-sllconf-2011-no-brasil/#comments Tue, 17 May 2011 17:07:58 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=616

Para quem não conhece, a Startup Lessons Learned Conference (SLLConf) é a principal conferência em torno do movimento de Lean Startups, organizada pelo Eric Ries. Nesta próxima segunda-feira, dia 23/05, acontecerá a segunda edição da conferência em San Francisco.

No ano passado o conteúdo das palestras foi excelente, com estudos de caso, painéis e palestras memoráveis, como por exemplo as do Steve Blank e Kent Beck. Para quem não acompanhou, na época fiz um review das principais palestras com observações complementares. A lista dos posts está aqui: http://bit.ly/SLLConf2010.

Neste ano, a organização do evento novamente liberou a transmissão simultânea da conferência para alguns grupos em diversas cidades do mundo, e o Brasil também está bem representado.

Se no ano passado eram apenas Florianópolis e Belo Horizonte, neste ano vamos ter Simulcasts em 8 cidades, todas organizadas por grupos de empreendedores locais e com o apoio da Aceleradora. Seguem os links das páginas de inscrição que já estão disponíveis.

Para fechar o convite, deixo o flyer do nosso evento em Floripa que também contém a programação da Conferência.

Floripa Startups 2011

 

 

 

 

 

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Papo sobre Lean Startup no “Man in the Arena” http://www.manualdastartup.com.br/blog/papo-sobre-lean-startup-no-man-in-the-arena/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/papo-sobre-lean-startup-no-man-in-the-arena/#comments Thu, 18 Nov 2010 14:40:37 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=466

Na semana passada, tive o prazer de gravar com o episódio #009 do Man in the Arena com os amigos Miguel Cavalcanti e Leo Kuba. Falamos sobre alguns conceitos gerais de Lean Startups e também um pouco sobre as oportunidades e limitações do ecossistema de Startups aqui no Brasil. Sobre esse último assunto estou com um post “no forno” para poder iniciar uma discussão aqui no Manual da Startup também.

Acredito que o Leo e o Miguel têm feito um excelente trabalho com o #MitA. Para quem ainda não conhece, recomendo fortemente entrarem na Fan Page do Man in the Arena no Facebook e conferirem alguns (se não todos…) dos episódios antigos. Assim como falei no episódio do Empreendecast, esse tipo de iniciativa vai contribuir muito para a formação e motivação dos empreendedores e até investidores por aqui.

O episódio foi ao ar ontem e o vídeo está abaixo.

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Resumão sobre Lean Startups no papo do Empreendecast http://www.manualdastartup.com.br/blog/resumao-sobre-lean-startups-no-papo-do-empreendecast/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/resumao-sobre-lean-startups-no-papo-do-empreendecast/#comments Tue, 05 Oct 2010 09:26:16 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=448

Foi ao ar ontem o episódio #4 do Empreendecast, onde conversei com o Bruno, Hugo, Luiz e Millor sobre processos de desenvolvimento de produtos Web. Clique aqui para conferir.

O papo foi um ótimo resumo sobre os principais conceitos de Lean Startup e Customer Development. Falamos sobre a importância de uma metodologia para guiar o empreendedor, o que se deve fazer em cada fase da Startup (Problema/Solução, Produto/Mercado, Otimização e Crescimento) e comentamos sobre o uso desses conceitos no case da Dropbox, além de outras observações e comentários interessantes.

Iniciativas como Empreendecast são importantíssimas para o nosso ecossistema de Startups crescer e amadurecer. Percebo que aqui no Brasil muito se discute/lamenta sobre os problemas da falta de Angels e VCs (vide os bons posts recentes da AceleradoraRWW), mas a maioria desses problemas é estrutural e só mudará a longo prazo, isto é, se conseguirmos produzir vários bons negócios e empreendedores, mesmo que seja através de bootstrapping. O que está mais ao nosso alcance agora é trabalhar na formação desses empreendendores.

Ps. Aproveitando o plug de iniciativas na área, o pessoal do Empreendemia está promovendo o Tire do Papel, uma competição de demos de produtos de tecnologia que promete bastante coaching e visibilidade para os participantes. O prazo de inscrições já está acabando (12/10), mas ainda dá tempo de conferir os detalhes e participar.

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Palestras da Web 2.0 Expo SF 2010 http://www.manualdastartup.com.br/blog/palestras-da-web-2-0-expo-sf-2010/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/palestras-da-web-2-0-expo-sf-2010/#comments Sat, 08 May 2010 21:17:04 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=322

Assisti hoje uma série de palestras e entrevistas da Web 2.0 Expo 2010 em San Francisco e selecionei algumas interessantes para compartilhar aqui no blog.

Ressalto o destaque que o tema Lean Startup teve na conferência desse ano. Depois de uma palestra dada pelo Eric Ries no passado em uma das sessões da extensa programação (palestra já reconhecida pelo próprio como a grande alavancagem do movimento), tanto Eric Ries quanto Steve Blank foram convidados para apresentar Keynotes no auditório principal do Moscone Center.  Os vídeos deles estão abaixo, junto com o excelente vídeo do Tim O´Reilly falando sobre o estado do “Sistema Operacional da Internet”, além de uma apresentação da Rashmi Sinha, do Slideshare (meio “merchan”, mas teve umas dicas relevantes), e de uma conversa com o Paul Buchheit, criador do Google Adsense, Gmail, Friendfeed e hoje responsável pela plataforma de desenvolvedores do Facebook.


Steve Blank

Eric Ries

Rashmi Sinha

Paul Buchheit

Tim O´Reilly




Ps. Momento “informação inútil”: No ano passado eu e o Miguel Cavalcanti tivemos o prazer de participar da conferência e especialmente de conhecer e bater um papo rápido com o Tim O´Reilly por lá.

Miguel e Eric com Tim O´Reilly

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Continuous Deployment em uma Lean Startup – notas da palestra do Ash Maurya na SLLConf http://www.manualdastartup.com.br/blog/continuous-deployment-em-uma-lean-startup-notas-da-palestra-do-ash-maurya-na-sllconf/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/continuous-deployment-em-uma-lean-startup-notas-da-palestra-do-ash-maurya-na-sllconf/#comments Fri, 07 May 2010 14:18:57 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=313

Uma dos estudos de caso da SLLConf que eu esperava bastante era o do Ash Maurya, da WiredReach. Ash escreve ótimos posts em seu blog,  especialmente sobre práticas e aprendizados específicos da aplicação dos conceitos de Customer Development e Lean Startup no mais novo produto da sua empresa, chamado CloudFire.

Quando assisti ao vivo, achei que a apresentação ficou muito cheia, e consequentemente, corrida demais. Já quando vi pela segunda vez com mais calma, pude perceber uma série de ótimos insights escondidos nas entrelinhas dos slides. Faço a seguir o resumo e deixo no final o vídeo e os slides da apresentação.

Como maximizar o progresso em uma Lean Startup?

Ash começou a palestra relembrando a definição do Eric Ries sobre progresso em uma Startup: Aprendizado Validado sobre Clientes. Ou seja, para maximizar o progresso, temos que buscar maximizar o aprendizado ao longo do processo de desenvolvimento.

O problema é que muitas vezes o desenvolvimento do produto acaba “atrapalhando” o aprendizado. A figura abaixo mostra como isso acontece quando usamos processos tradicionais de desenvolvimento.

Onde ocorre o Aprendizado no processo tradicional de desenvolvimento

Onde ocorre o Aprendizado no processo tradicional de desenvolvimento

A ideia central do Continuous Deployment é minimizar o tempo gasto na parte intermediária deste ciclo, e consequentemente, aumentar a quantidade de aprendizado ao longo do processo.

Continuous Deployment diminuindo o tempo no ciclo de desenvolvimento

Continuous Deployment diminuindo o tempo no ciclo de desenvolvimento

O Antes e Depois da Aplicação de Continuous Deployment na WiredReach

Antes: Ciclos de desenvolvimento de duas semanas
Depois: Múltiplos releases todo dia

Antes: Área comum (centralizada) de testes pré-produção
Depois: Sandboxes individuais, possibilitando escalar a infraestrutura de desenvolvimento horizontalmente

Antes: Releases eram “eventos de um dia inteiro”
Depois: Releases não são “eventos”.
(Obs. Quando os releases vão para o ar, eles monitoram as métricas por algum tempo e revertem caso alguma coisa ruim aconteça. Há medidas automáticas e manuais para essa reversão.)

Antes: Tamanho médio de um Release – centenas de linhas de código
Depois: Tamanho médio de um Release – menos de 25 linhas de código

Antes: Mais Releases de emergência
Depois: Menos “apagar incêndio”

Antes: “Dias de Programação” vs. “Dias de Clientes” (atividades de Customer Development)
Depois: “Dias de Programação” E “Dias de Clientes” juntos
(Obs. Ash mencionou o artigo do Paul Graham: Maker´s Schedule, Manager´s Schedule.  Ele concentra suas atividades de programação nas horas iniciais da manhã, enquanto deixa as atividades de clientes e marketing para mais tarde. Para mais sobre esse assunto, recomendo a leitura desse post dele.)


Dicas para começar a implementar Continous Deployment

- A coisa mais importante: Dividir a programação em lotes muito pequenos (no caso dele, esse tamanho é definido como o resultado de 2 horas de programação);

- Fazer antes as modificações que não envolvam a interface com o usuário (banco de dados, APIs, etc.), diminuindo o risco geral de integração;

- Não tentar alcançar 100% de automação desde o início. Fazer o deploy manualmente primeiro, e depois ver o que vale a pena automatizar. Isso também ajuda a estabelecer confiança aos poucos na parte automática do processo;

- Monitorar o tempo do ciclo de Release;

- Esteja pronto para “parar a linha de produção” em caso de falha nos testes. Não subestime o fato de que os testes estão falhando, já que em pouco tempo eles serão a única linha de defesa do sistema;

- Construir, devagar e incrementalmente, um Cluster Immune System. (sobre isso, recomendo a leitura desse artigo do Eric Ries no Venture Hacks sobre Five Why´s e Immune System)

Como construir as Funcionalidades

Ash lembrou que Continuous Deployment ajuda na tarefa de diminuir o tempo em que uma funcionalidade é construída, mas não diz nada sobre quais são as funcionalidades certas para entrar em desenvolvimento. (o que lembra a proposição do Kent Beck para inverter a ordem do Loop da Startup para Learn->Measure->Build).

Para isso, na WiredReach eles criaram duas regras simples:

Regra #1: Não “empurrar funcionalidades”
Para isso, 20% do esforço é aplicado na construção de novas funcionalidades, enquanto 80% do esforço vai para as melhorias das funcionalidades atuais. A demanda pelas novas funcionalidades deve ser validada por atividades de Customer Discovery.

Regra #2: Restringir o número de funcionalidades que entra na fila
- Novas funcionalidades não podem ser desenvolvidas sem que as funcionalidades anteriores possam ser validadas.
- Para entrar no Backlog, a funcionalidade deve ser pedida por mais de um cliente. Isso aumenta a resistência para entrar uma nova feature no software (ajudando a regra #1) e evita que se faça customizações para clientes específicos, atividade que não escala e ainda tem o risco do efeito “colcha de retalhos”.

Como validar uma Funcionalidade?

Fila de desenvolvimento de funcionalidades

Fila de desenvolvimento de funcionalidades

Depois de desenvolvida, é importante validar a funcionalidade, ou seja, saber responder se ela atendeu de fato o problema que o cliente tinha. Especialmente quando não se tem uma massa de usuários muito grande, a validação Qualitativa (conversa com o cliente) é mais importante do que a Quantitativa (métricas).

Para Validação Qualitativa, Ash sugere que se contate os clientes que pediram a funcionalidade e disponibilize-a só para eles, coletando feedback depois do uso. As duas perguntas que ele procura responder são: Essa feature funciona de forma a resolver o problema que o cliente tinha? E em um nível mais macro, ela afeta a capacidade de fazer ou manter uma venda para ele?

Se não conseguir extrair um sinal positivo para essas perguntas, é importante tentar entender o porquê: se a funcionalidade foi mal implementada ou se o problema foi mal interpretado. No caso desse último, a sugestão do Ash é matar a funcionalidade imediatamente.

Para Validação Quantitativa, ele sugere a combinação do uso de ferramentas como Mixpanel, KISSMetrics e Google Analytics, mas focando mais no macro-efeito da implementação da funcionalidade (resultado nas métricas de negócio) do que nos dados de taxa de Click-Through ou uso da mesma.



Para fechar a apresentação, Ash lembrou que os benefícios do uso de Continuous Deployment são incrementais, e que o quanto antes iniciar a sua prática no desenvolvimento do produto, melhor.

Deixo agora o vídeo e os slides da apresentação:

Continuous Deployment: Startup Lessons Learned

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Revisando o Manifesto Ágil – Kent Beck na SLLConf http://www.manualdastartup.com.br/blog/revisando-o-manifesto-agil-%e2%80%93-notas-da-palestra-do-kent-beck-na-sllconf/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/revisando-o-manifesto-agil-%e2%80%93-notas-da-palestra-do-kent-beck-na-sllconf/#comments Tue, 04 May 2010 14:54:54 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=302

Seguindo a série de notas sobre a SLLConf iniciada com a mensagem de abertura do Eric Ries, nesse post vou cobrir as observações sobre a palestra do Kent Beck, que abriu o bloco Build do evento. Também estão no final o vídeo e os slides da palestra.

Para quem é da área de software, Kent Beck não necessita de apresentação. Entre diversas outras coisas memoráveis, ele foi um dos signatários originais do Manifesto Ágil e criador da metodologia Extreme Programming e dos conceitos de Desenvolvimento Orientado a Testes.

Ele iniciou sua palestra comentando o fato de que os conceitos de Lean Startup e a comunidade de prática que se formou em torno do tema foram responsáveis por trazer uma nova “energia” para que ele continue criando negócios através da sua capacidade de desenvolver software. Na sequência, ele fez uma série de análises que geraram muita discussão e comentários na blogosfera. Abaixo faço o resumo dos principais conceitos:

Encontrando o “ponto da coceira”

Essa foi uma analogia bem-humorada entre as Startups e uma experiência que ele teve com uma das cabras de sua criação. A estória é a de que um dia ele estava brincando com uma das cabras, fazendo um movimento de cócegas com os dedos ao longo do corpo da cabra, que por sua vez não reagia àquele movimento. Em um determinado momento, Kent achou um ponto (itchy spot) onde, com o mesmo movimento nos dedos, a cabra teve uma reação desproporcional às cócegas.

Com as Startups, a coisa é parecida. Você tenta uma, duas, três, várias vezes, e recebe quase nada de resposta do mercado. De repente, nesse processo iterativo, a Startup encontra algo que tem uma demanda e uma alavancagem desproporcional ao resto. Achar esse “ponto da coceira” requer timing, sorte, mas principalmente, muitas “cócegas”.

É aí que entra uma das ideias principais das Lean Startups: aumentar a velocidade de iteração para garantir que se ache esse “itchy spot” o quanto antes, maximizando as chances de sucesso do empreendimento.

O princípio de “Pull”

Nas suas apresentações, Eric Ries sempre mostra o Loop Fundamental da Lean Startup, que é composto pelo ciclo Build->Measure->Learn (clique aqui para ver a imagem).

Kent Beck analisou esse loop e percebeu que, se quisermos extrair o máximo de valor de cada iteração, a sequência está na verdade invertida. Ele então propôs que adotássemos algo mais próximo do conceito de “Pull” do Lean Manufacturing, ou seja, começar com uma necessidade concreta (de aprendizado ou demanda dos clientes). Desta forma, o Loop deveria estar na sequência: Learn->Measure->Build.

Loop Learn Measure Build

Loop Learn Measure Build

Kent também escreveu um post explicando melhor sobre essa ideia do Learn->Measure->Build, dando alguns exemplos práticos de como isso altera a maneira de agir.

Essa ideia também se alinha com a forma que os princípios Ágeis são praticados hoje. Segundo ele, as metodologias ágeis por si só trazem bastante micro-eficiências ao processo de desenvolvimento de software, porém se não alinhadas a esse processo maior de aprendizado e Customer Development, perdem macro-eficiências por permitir que se construa coisas que as pessoas não querem ou precisam.

Revisando o Manifesto Ágil

Aproveitando o insight acima, Kent Beck fez uma revisão do Manifesto Ágil aplicado ao contexto das Startups:

Valorizar:

Visão da Equipe e Disciplina mais do que Indivíduos e Interações (e mais do que Processos e Ferramentas);

Aprendizado Validado mais do que Software em Funcionamento (e mais do que Documentação Abrangente);

Descoberta do Cliente mais do que Colaboração com o Cliente (e mais do que Negociação de Contratos);

Iniciar as Mudanças mais do que Responder às Mudanças (e mais do que Seguir um Plano);

Esse post traz mais detalhes sobre esses pontos.

O princípio de “Flow”

Para fechar a palestra, Kent falou sobre o quanto o princípio de “Flow” está alinhado ao de “Pull” para as Startups. A ideia central é que devemos buscar minimizar o tempo total gasto no Loop para cada iteração.

Para o processo de aprendizado, ter “meia-entrega” em menos tempo é mais valioso do que uma entrega completa em mais tempo. Devemos então sempre nos perguntar: Como podemos diminuir o tempo nesse próximo ciclo Build->Measure->Learn para o que queremos aprender? Qual o atalho que podemos tomar ou a redução que podemos fazer no Build?

Ele exemplificou usando um caso próprio de aplicação de um MVP, e brincou: “Not having a customers is a blessing. You can make mistakes all along.”

Deixo também mais dois quotes provocantes que geraram alguns debates interessantes.

“As a developer, you have to realize that the solutions to shortening the cicle might not be the better technicaly.
Sometimes, it´s gonna look like hackery.”

“Good engineering sometimes isn´t good startup engineering. It depends on the Learning you need to create.”

Seguem agora o vídeo e os slides da palestra:

To agility, and beyond…

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Os mitos das Lean Startups – abertura da SLLConf http://www.manualdastartup.com.br/blog/notas-da-startup-lessons-learned-conference-abertura/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/notas-da-startup-lessons-learned-conference-abertura/#comments Mon, 26 Apr 2010 19:50:41 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=285

Nesta última sexta-feira, aconteceu em San Francisco a Startup Lessons Learned Conference, primeiro grande encontro dedicado a discutir os conceitos e técnicas das Lean Startups, tais como Customer Development, Minimum Viable Product (MVP), Pivôs, Métricas, Continuous Deployment, entre outros. O evento teve um conteúdo excelente, composto por palestras, estudos de casos e painéis diversos. Steve Blank batizou a conferência de Woodstock para empreendedores, e até veículos tradicionais como o New York Times mostraram como a natureza da criação e desenvolvimento de Startups está mudando bruscamente com a ajuda deste movimento. Aqui no Brasil, muita gente assistiu o evento presencialmente nos simulcasts em Floripa ou BH, ou até diretamente via streaming Web que o pessoal da organização resolveu abrir para todos no último momento devido à forte demanda.

Para aproveitar um pouco melhor a riqueza das apresentações da conferência, vou fazer aqui no blog uma sequência de posts com o resumo, observações e indicações de recursos complementares sobre os diferentes assuntos discutidos.

Começando a série, deixo abaixo os highlights e vídeo da mensagem de abertura pelo Eric Ries, organizador do evento e um dos principais ícones do movimento das Lean Startups.

Notas:

- Eric Ries ressaltou que a conferência se insere em um contexto onde a forma de se pensar o empreendedorismo tecnológico está mudando mundialmente, mas que ainda estamos nos primeiros passos deste grande processo.

- Startups são iniciativas designadas a entregar novos produtos ou serviços sob condições de extrema incerteza. As técnicas de gestão tradicionais (estilo MBAs) não são adequadas para lidar com essas condições, e por isso fracassam quando aplicadas ao contexto empreendedor.

- O significado do termo Lean da Lean Startup remete a um dos princípios fundamentais da revolução do Lean Manufacturing, que define que dentro da empresa é preciso separar quais são as atividades geradoras de valor para o cliente de todas as outras atividades que seriam desperdício. Em uma Startup, é ainda mais difícil do que na indústria identificar quais atividades são de fato geradoras de valor, já que tanto o Problema (necessidade do cliente) quanto a Solução (produto) são desconhecidos. Por isso o progresso em uma Startup deve ser definido por Aprendizado Validado sobre os Clientes.

- O ciclo de Feedback de uma Startup é composto pelos passos Build->Measure->Learn. Quanto menor o tempo gasto neste ciclo, maior o aprendizado e consequentemente, maiores as chances de sucesso do empreendimento.

Loop de Aprendizado da Startup

Loop de Aprendizado da Startup

- O crescimento do movimento de Lean Startups tem gerado algumas críticas baseadas em má-interpretações dos conceitos por algumas pessoas. Ele entende que se formaram quatro mitos sobre as Lean Startups:

Mito #1 – Lean significa barato.
Mito #2- Os conceitos de Lean Startups servem apenas para empresas Web 2.0.
Mito #3- Lean Startups são pequenas empresas financiadas com capital próprio (bootstrapped).
Mito #4- Em uma Lean Startup, a Visão do empreendedor é substituída por Dados e feedback do cliente.

Especialmente sobre este último, o objetivo da Lean Startup é justamente validar os elementos da Visão que são verdadeiros, e eliminar aqueles que não são. Quando se fala “Fail Fast”, isso não se refere às empresas, mas sim às ideias ruins dentro de uma Startup.

Por fim, Eric Ries falou sobre a rápida evolução do movimento neste último ano, algo que também comentei no post pré-conferência.

Seguem abaixo o vídeo e os slides da apresentação:

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O MVP: a ferramenta de experimentação e aprendizado da Startup http://www.manualdastartup.com.br/blog/o-mvp-a-ferramenta-de-experimentacao-e-aprendizado-da-startup/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/o-mvp-a-ferramenta-de-experimentacao-e-aprendizado-da-startup/#comments Tue, 12 Jan 2010 15:08:45 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=137

Para descobrir a combinação Problema/Solução para o seu produto, a Startup deve estabelecer um processo iterativo que permita um aprendizado constante sobre os clientes e outras premissas do negócio. Esse processo é uma combinação de experimentações práticas com investigações qualitativas que buscam extrair dados para comprovar as hipóteses dos empreendedores, bem como as nuances e “porquês” que estão por trás do comportamento dos clientes. No centro dessa experimentação está o conceito do Minimum Viable Product (MVP).

O MVP tem como definição “o mínimo conjunto de funcionalidades que permite uma ação e aprendizado sobre os clientes ou usuários”. Sua origem remete ao mantra release early, release often das metodologias ágeis de desenvolvimento, prática que coloca o feedback real dos usuários como norte da evolução do software. Em termos de estratégia geral para o lançamento de produtos, também são vários os defensores desta abordagem. (alguns exemplos aqui, aqui e aqui)

No entanto, o MVP vai além da prática agile comum em dois pontos principais. Primeiro, a preocupação principal do MVP não é colher sugestões gerais para o produto, mas sim provar a visão inicial do empreendedor. Parafraseando Steve Blank, Customer Development não é um Focus Group. Segundo, além de testar a utilização do produto e suas features, o MVP também serve – e deve ser usado – para testar as demandas do mercado com relação ao produto. Ou seja, para determinadas iterações, o objeto do experimento não será o software em si, mas outros componentes que permitem validar outras hipóteses do negócio.

Por exemplo, o MVP pode tomar forma de uma campanha de anúncios no Google Adwords combinada com a criação de diferentes landing pages para testar a reação dos consumidores sobre diferentes tipos de chamadas para o benefício principal do produto. Ou então, split tests para estudar qual a melhor opção de pacotes de preços/funcionalidades do produto.  Ou então, uma apresentação em ppt para guiar uma série de entrevistas com potenciais clientes. Ou então, uma chamada fake para uma nova funcionalidade  no software só para testar a receptividade dos usuários atuais. E por aí vai… Resumindo, o MVP toma qualquer forma que seja necessária para garantir um aprendizado relevante que ajude a Startup a caminhar em direção ao Product/Market Fit.

Portanto, mais do que a forma específica que o MVP toma para um determinado experimento, o mais importante é a criação da cultura de experimentação que permite o aprendizado de uma forma lean, gastando a menor quantidade de recursos e tempo possível. Deixo duas frases abaixo que reafirmam essa questão do processo:

“Entrepreneurship in a lean startup is really a series of MVP’s.” – Eric Ries

“You can’t identify one thing and then stop talking to your customers and go build.  Because you’re not really building a product – you’re building an environment that supports increasingly educated guesses.” – Cindy Alvarez

Interiorizada a necessidade do processo, resta responder a questão: o que construir e testar primeiro? Essa resposta não é simples, e está muito relacionada ao tipo de negócio da Startup e quais são suas hipóteses mais importantes e questionáveis. Em linhas gerais, para produtos corporativos de alto valor agregado, a recomendação inicialmente é testar a demanda principalmente através de apresentações e entrevistas com potenciais clientes. Para produtos voltados para pequenas/médias empresas ou para o consumidor final, testar a demanda via Web também é essencial (por landing pages, formulários de conversão, etc.), mas dependendo do caso os testes da experiência com o produto também passam a ser importantes. Já para produtos B2C onde o modelo de negócio é venda de publicidade, ou seja, exigem a adoção de larga escala de usuários, os MVPs devem caminhar mais fortemente em direção à construção do próprio produto, algo que Andrew Chen cunhou como Minimum Desirable Product.

Definir o que deve ser o próximo MVP a cada iteração é uma arte, não uma ciência.

Para ilustrar melhor, esse post do Venture Hacks traz alguns exemplos de MVPs bastante interessantes. Deixo abaixo também um vídeo e os slides de uma apresentação do Eric Ries sobre o tema.

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http://www.manualdastartup.com.br/blog/o-mvp-a-ferramenta-de-experimentacao-e-aprendizado-da-startup/feed/ 15
O que é a Lean Startup http://www.manualdastartup.com.br/blog/o-que-e-a-lean-startup/ http://www.manualdastartup.com.br/blog/o-que-e-a-lean-startup/#comments Wed, 23 Dec 2009 16:01:11 +0000 Eric Santos http://www.manualdastartup.com.br/blog/?p=80

Nos posts iniciais desse blog, preocupei-me em fazer uma introdução mais conceitual – ainda que fundamental – para o entendimento do que se propõe o movimento das Lean Startups. Argumentei que o principal desafio das Startups é encontrar mercado para o seu produto visionário, que o modelo tradicional de desenvolvimento tem sido o responsável pela alta taxa de fracassos das Startups por alguns motivos bem conhecidos, e que há uma metodologia chamada Customer Development destinada a mitigar o risco de mercado associado à criação de qualquer produto de base tecnológica.

A Lean Startup é a forma prática de implementar a cultura de aprendizado necessária para as Startups, principalmente para o caso das empresas de software. Essa filosofia está ganhando cada vez mais corpo nos círculos de empreendedorismo tecnológico ao redor do mundo, especialmente em seu epicentro, o Vale do Silício, onde os efeitos da crise econômica têm refletido bastante na quantidade de Venture Capital disponível, o que consequentemente tem obrigado as Startups a serem muito mais eficientes e objetivas.

A premissa principal da Lean Startup é de que quanto maior a velocidade e menor o custo de cada grande iteração – onde a Startup valida ou descarta hipóteses importantes sobre o seu produto ou mercado – maiores são as suas chances de sucesso. Não raros são os casos onde essas iterações resultam em mudanças significativas na ideia original dos fundadores, o que Eric Ries chama de pivôs. De fato, em retrospectiva, um ponto em comum que caracteriza a grande maioria das Startups bem sucedidas (ex. Paypal, Flickr, Microsoft, eBay, Youtube, etc.),  é que elas souberam fazer esses pivôs conforme iam descobrindo novas evidências sobre o seu negócio. Esse fenômeno fica bastante claro na leitura do excelente Founders at Work.

A Lean Startup baseia-se na combinação do seguinte tripé:

- Customer Development: Processo detalhado para testar e validar suas hipóteses sobre clientes, produto e mercado. (mais detalhes no post anterior)

- Desenvolvimento Ágil: Aplicação de metodologias tais como XP e Scrum (ajustadas para o ambiente das Startups) que possibilitam grande redução do tempo de cada iteração de desenvolvimento,  aumentando a velocidade do aprendizado através de feedback real dos clientes/usuários.

- Plataforma Tecnológica como commodity: Uso de serviços, frameworks e tecnologias diversas (ex. WordPress, Amazon EC2, Google Adwords, Ruby on Rails, só para citar alguns), que garantem baixo custo e uma agilidade sem precedentes na construção de produtos de base tecnológica.

Em suma, a Lean Startup parte do princípio que tanto o Problema (necessidade do cliente) quanto a Solução (produto) são desconhecidos, e que a descoberta de ambos é um processo iterativo que aglutina o desenvolvimento do produto com atividades de Customer Development, seja por investigação qualitativa (entrevistas, testes de usabilidade, etc.) ou por experimentação quantitativa com software em produção com clientes reais. A figura abaixo ilustra essa integração.

Lean Startup - problema e solução desconhecidos

Para o caso das experimentações quantitativas, Eric Ries fez um diagrama simplificado do que ele chama de Loop Fundamental de uma Lean Startup, que ilustra melhor como a equipe deve proceder nas atividades “dentro do escritório”.

Lean Startup - loop fundamental

O termo Lean aplicado para Startups vem do conceito de Lean Manufacturing,  filosofia de gestão focada na redução de desperdícios. No caso de empresas de software, a maior fonte de desperdício é “produzir software que ninguém quer”. Desta forma, a promessa da Lean Startup é a de acelerar o aprendizado e reduzir esse desperdício, garantindo que a Startup chegue o quanto antes ao Product/Market Fit.

Há uma série de técnicas para serem aplicadas que serão discutidas em posts futuros aqui no blog, tais como split-testing, métricas, MVP, Continuous deployment, Five Why´s, entre outras.

Para finalizar, deixo abaixo uma apresentação sobre Lean Startups feita pelo Eric Ries no Web 2.0 Expo em San Francisco deste ano. Tive o prazer de assisti-la presencialmente junto com meu amigo Miguel Cavalcanti, e depois participamos de uma sessão bate-papo com o Eric Ries e outro empreendedores sobre práticas mais específicas. Para quem ainda tiver tempo, recomendo também assistir ou escutar essa ótima entrevista dele com o Andrew Warner no Mixergy.

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